quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Um pouco do Passado (Parte Final)

Como estou a viver numa classe – ou raça, como quiseres – onde o fachismo é predominante, tal como a águia no Nazismo é o símbolo do soldado, o Tigre Branco da Sibéria com riscas pretas é sinónimo de masculinidade, poder, força e, para não falar de Magia Negra. O equivalente das mulheres ou bruxas é a serpente ou a coruja.
Por falar em tigres, o próprio Assassino do Amor tinha um como animal de estimação, que o tratava como “Tigre da Escuridão” – um nome muito irónico para um felino branco (risos) – e era como o seu maior confidente. Alguns bruxos – tanto novos como velhos – adoram tatuar as costas, braços direitos ou com serpentes negras, tigres brancos...Para ser franca, até eu sinto-me fascinada pelos tigres brancos.
Sou um bocadinho maria-rapaz, e até gostava de bordar nas minhas saias pretas um belo desenho dum tigre, pelo que é o fantástico e glorioso animal simbólico e personificação do Assassino do Amor em pessoa. Vê só o efeito sinistro que o homem provoca numa sociedade inteira de Bruxos...E ele já está mais do que morto.
É FIXE. Enfim! O Mestre Samiel é a nossa imagem de marca.
No Grito da Verdade, falarei dele mais tarde...Por agora, vou falar de como estava a fazer um trabalho na net.


Fui directa ao meu portátil – que a propósito está no meu quarto - pesquisar ardentemente acerca dum trabalho seca. E tenho de fazer graças a quem...?
Não adivinhas? Por causa do Sr. Tlaloc, o seca do professor de História da Magia Negra. É suposto ele ser o Deus da Chuva, não o “Deus do Deserto soporífero até ressonarmos na carteira”. Parece o Sr.Dr. Josefit Hermann Neves com mais uma das sessões televisivas em família nas Crónicas da Vida que dá pontualmente, todos os Domingos à nefasta hora e meia da noite na 2ª, o segundo canal televisivo atltante.
É que ninguém vê aquela porcaria, absolutamente ninguém!
Ainda me lembrava quando o esqueléctico homenzinho de óculos e aparelho lá disse na sua voz roufenha de mil e quinhentos anos « Façam uma composição acerca duma personagem famosa que viveu antes da Guerra de Poriavostin, demonstrando as vossas aptidões para o reconhecimento da 1ª Era Atlante, cronologicamente situada no Período Oriental do Mundo Antigo a.C.»
Segundo ele – ele também é o professor de Filosofia da Magia Metafísica – a minha capacidade para redigir textos sérios e de grande valor literário têm vindo a diminuir consideravelmente durante este mês de Outubro.
«Ora que essa!» Pensei eu ao teclar no Disappearing Google as palavras chave (Famoso+Atlante) que importavam para o texto. «Se aquele velho sorriso metálico pensa que me vai encostar à parede com um cinco em vinte, está muito enganado!»
Não me ia deixar ficar por vencida, e, enquanto que esperava pacientemente pela resposta da rede, tentei ver a quantos risquinhos ia a barra de estado.
Vinte por cento?! Devem estar a gozar comigo, só podem! Indaguei eu. Bom, um pouco de resignação e alguns minutos não iam fazer mal nenhum.
Dez minutos depois, um sino apitou com um estridente, porém engraçado ritmo.
No ecrã, apareceu perante os meus olhos um pequeno pop-up a dizer:


NAWMS – National Atlantian Web Messenger Service

Sara_Princess diz: SOS! Jessica, SOS...! É um caso de vida ou de morte, o teu Padrasto é o meu perseguidor! N keria dizr-t na kara prq stava km medo ke l deskobriβe.

Com um terrível calafrio na espinha, tentei responder imediatamente à pobre da minha traumatizada amiga.

Tifongirl diz: Também não é motivo para ficares asim. Tns a certza que é mesmo ele?

Sara_Princess diz: É KLARO QUE É ELE! Qm + podria ser? Ainda hoje o vi a passear à tarde na Floresta de Cristal! Graças a Deus ke n m reconheceu...

Mas eu, eu já não queria saber se ela tinha a certeza se tinha visto o meu padrasto em plena luz do dia ou se não o tinha visto.
Pela minha cabeça, subitamente, passou a ideia que o trabalho para História de Magia parecia ser bastante simples: falaria da biografia do Assassino do Amor.
Não é que idolatre o Mestre Samiel Di Euncätzio, nem pensar! Apenas sinto que há uma ligação entre a história dele e a do meu padrasto. Aliás, até acho que o General B, o meu Padrasto e o Ex. Pedófilo da Sara são a mesma pessoa. Pensa bem...um bruxo cruel, calculista, poderoso e maníaco que, simplesmente, de um dia para o outro, desaparece do mapa sem deixar rasto como tivesse tido um trágico acidente de carro? Isto e mais outras perguntas levantavam-se na minha mente, e já tudo fazia sentido.
Afinal, o meu padrasto andava vivinho da silva, e talvez quisesse algo mais valioso que a minha tutela. Ou estaria morto e aqueles outros dois homens não teriam nada nada a ver com ele?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Um pouco do Passado... (Parte II de III)


Enquanto isso, a boquilha prateada permanecia imóvel ao pé do berço feito a partir duma cesta resistente das melhores árvores e feito através das mãos das dríades artesãs mais competentes em toda a Atlântida.
Nenhum dos dois sabia, mas aquele objecto poderia ser ironicamente a salvação e a chave para o meu tio ganhar aquela injusta batalha.
Foi aí que a minha mãe apareceu, indefesa, porém corajosa, com um frasco de leite quente para dar à recém-nascida.
Ao ver aquela cena bélica, soltou um grito de terror e deixou cair consequentemente o frasco de leite, vindo do seu próprio leite.
Por acaso o líquido materno, quente, branco e puro duma bruxa é uma coisa bem sagrada, e, por isso, mágica. Já se ouviram falar muitas coisas desta substância milagrosa e divina. Como Eris só teve filhos masculinos e ilegítimos de Samiel, mas sim com o Jamelino Beno mais bondoso, deu à sua descendência de filhas a possibilidade de dar esse hidromel portentoso e capaz de fazer mil maravilhas a tudo o que é merecedor de tais delícias.
Por isso, mal o vidro se despedaçou em mil pedaços e o leite branco se misturou com o veneno, algo de espantoso: no lugar duma explosão violenta, no local onde o pó branco e tóxico estava, apareceram rosas brancas, mesmo naquele chão de alabastro.
Nos seus botões ainda fechados, brilhavam pequenos fogos-fáctuos, ali nascidos naquele preciso momento. Dançavam e cnatavam em vozes encantadoras, porém, sussurradas e fantasmagóricas.
Eles eram, claro, os fantasmas dos sentimentos negativos da minha mãe.
Este acontecimento, decerto raro, espantou muito o meu padrasto.
De olhos arregalados, o meu Padrasto começou a ficar muito nervoso, já na sua forma humana e a recuar lentamente para a porta, notando-se uma nesga de irritação no seu semblante.
«Mas que assombração é ESTA?» Exclamou ele muito atónito. «É melhor ir-me retirar, mas eu volto! E da próxima vez, será com o Rei dos Bruxos, com o Reicshführer Himmler, até pode vir Hitler em pessoa. Mas duma coisa pode ficar descansada, minha querida Katherine: eu farei com que este seja último dia em que o seu amor e os seus filhos imundos vêem a luz do dia!»
Da sua promessa, nem sombra...Mas uma coisa podes ter a certeza: ele conseguiu separar o meu pai da minha mãe!
Com receio que os Cyborgs e Bruxos viessem a dar-se bem, o Conselho dos Bruxos mais o Rei dos Bruxos decidiram entregar-me a mim e à Tsuna aos seres humanos vulgares. Quanto ao Papá, baniram-no da Dimensão Mágica e deram razão ao malvado do Padrasto. Os Tempos Negros começaram aí, pois, com a prisão do meu primo, o único responsável pelo Château foi o pérfido. E acredita em mim, até o Rasputin era um santo comparado com o meu padrasto.
Só sei disso tudo e mais nada...Depois, os Bruxos ganharam juízo e prenderam o meu padrasto até à eternidade no Limbo dos Espelhos, até que um dia, apenas o mais cruel e perverso dos seus servos o venha libertar.
Que mau! Estou farta daquele palerma, e se me falam dele, expludo mesmo, não sou dada a brincadeiras quando estou furiosa, algumas vezes até choro e grito, e este era um desses dias no jantar. Toda a gente no Château sabe que quando me irrito, não há nada que valha o pobre coitado que se cruzar no meu caminho. Graças a Deus, o meu Padrasto não deu sinais de vida hoje, mas vou estar atenta, e, uma vez que estou interessada (e plenamente convicta) em entrar para a SPV – mesmo que não aceitem mulheres – estou
a tentar arrancar informações

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Um pouco do passado (parte I de III)


30-10-2005

Agora vou falar da minha meia-irmã mais nova e que tanto eu adoro. Não sei se já te falei dela, mas já que estamos a falar, aproveito para desabafar um bocadinho contigo. Tem cabelos pretos tão lisos quanto as penas suaves de uma pomba, e olhos castanhos rasgados no rosto amarelo delicado de seda. Nem parece uma bruxa, e não é mesmo, mas sim uma ondina chinesa.
Tsuna – como ela assim se chama – foi adoptada desde dois anos pelo meu Pai e pela minha mãe Katherine. Era a única criança que eles tinham no seu refúgio secreto.
Sim, porque a minha Mamã gostava tanto de mim que deram a adopção ao meu Avô em 1929 e, desde 1933 ela passou a tratar da Tsuna como se fosse sua própria filha...
Um dia, quando a pequena menina ainda tinha um ano de idade e estava numa espécie de casulo que só se abriria quando o portador quisesse, o meu Padrasto descobriu – foi o Nälden que me contou – o esconderijo – deparou-se com aquele bebé sozinho.
A príncipio, pensando tratar-se de mim, desembainhou a pistola do coldre friamente, e, com um ar sério, tentou disparar para a inofensiva criaturinha, que nada tinha feito contra ele ou contra os seus próprios filhos (nessa altura, o meu padrasto era casado com outra). No entanto, por mais que a sua mente insensível quisesse premir o gatilho num gesto quase animalesco e predatório, a sua mão simplesmente ficava ali, nervosa, sem saber o que fazer ali.
Começava a ficar com pena da pobrezinha, que dormia descansada com os olhinhos fechados.
Subitamente, apercebeu-se que, em vez daquela bebé, via o seu filho mais novo a chorar a pedir leite da mãe. Apesar de ser um bruxo, a sua consciência não parava de o avisar que se estivesse a matar aquela menina, estaria a matar a sua amada!
Então, a sua crueldade voltou ao imaginar que não era a amada que estava a matar, mas sim o outro amante de Katherine. Decidiu matar Tsuna com um veneno indolor e instantâneo, cujo pó era aplicado por via oral.
«Se não posso ser feliz, contigo, querida Katherine, então ninguém será feliz ao teu lado...!» Disse com um sorriso maldoso na cara. «Descansa em paz, anjo maldito!»
Com uma boquilha à mão, pôs com cautela assassina o veneno branco e desinfectante no buraco.
Despediu-se com as seguintes palavras românticas e a pôr a boquilha prateada nos lábios pequenos do bebé. «Dorme, minha querida....Dorme, que em breve o teu sono jamais será perturbado!»
Justamente quando a criança ia aspirar o pó branco, surgiu um vulto e disparou com perícia ao bebé.
«Não tens direito a matar a minha afilhada, seu monstro!» Rosnou o meu padrinho espicaçar em mil pedaços a boquilha.
Por seu lado, o meu Padrasto riu-se sarcasticamente.
«Cruel ironia do destino que você seja o meu cunhado, não concorda?» Comentou com um sorriso cínico na cara e ainda de pistola na mão. «Mas tenha cuidado consigo porque...»
«Tu não és nada!» Interrompeu o meu padrinho num tom irado. «Tu és só um humano malvado que se aproveitou da inocência da minha cunhada! E se há pessoas que eu detesto são mortais, monstros e demónios abomináveis!»
Subitamente, o meu Padrasto soltou uma gargalhada diabólica, tão forte que até o bebé acordou e começou a chorar.
«Eu?» Disse numa voz infernal. «Um demónio? Então irá ver o demónio aterrador que eu consigo ser quando estou furioso!»
Dito isto, o seu pescoço esticou-se até pelos menos aos três metros de altura. Nessa altura, a face, já deformada e feia humana do meu Padrasto tomaram uma forma mesmo horripilante, que fazia qualquer um ficar com os cabelos em pé: o seu nariz achatou-se para se tornar num focinho preto de cão, e os seus olhos enrugaram-se cada vez até as suas pregas hospedarem dezenas de pulgas, lêndeas e outros parasitas desagradáveis.
Os seus cabelos levantaram-se, tornando-se cinzentos, oleosos e eléctricos espetados.
Por fim, o seu sorriso de dentes de tigre e mãos esquelécticas e fantasmagóricas completavam aquele exemplo de anormalidade dum comboio fantasma mesmo assustador.
A sua gargalhada e voz eram igualzinhas às que eu ouvi. A batalha entre cyborg e bruxo agora iniciava-se com uma desvantagem considerável. As pistolas sempre fiéis e rápidas do meu tio de nada valiam, pois as facas flutuantes do feiticeiro evitavam as balas que as seguir, com uma força espantosal, as enviavam de volta para o dono.
O meu tio fazia o seu máximo para se desviar dos ataques daquelas balas prodigiosas, mas era quase impossível mover-se com as facas flutuantes a atacarem-no graças à força mental poderosa do meu padrasto. Não havia nada com que o cyborg se conseguisse defender, a não ser a sua força de levitação e, dum impulso, os seus olhos concentraram-se na sua fiel espada veloz e letal. Apontou-a directamente ao meu Padrasto e tentou mandá-la ir de encontro logo ao coração do demónio.
Apercebendo-se do largo objecto pontiagudo, o meu Padrasto vociferou com a sua voz estridente e fria:
«Não brinque comigo, cyborg temerário»
Nesse preciso instante, ao se deparar com o hálito de fogo-azulado do feiticeiro negro, a espada transformou-se numa inofensiva e pequena faca de plástico que caiu impotente aos pés do meu padrasto.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Um encontro Escaldante à Chuva (Parte I)


O desagradável tempo que estive com Nälden, Aiuki, Aokai, Auni e o meu Padrasto foi compensado com o romântico e fantástico primeiro encontro com o Pedro numa simpática e barata gelataria que funcionava também como café na Cidade dos Deuses, longe da arrepiante família von Tifon, da sangrenta e imoral Guerra Civil e....Longe dos TPC’s e do Liceu do Palácio das Reuniões. Ele contou-me que não era daqueles meninos bonzinhos dos Bruxos. Eu ri-me muito e expliquei-lhe que os Bruxos não sãnenhuns santos. Depois, disse-lhe sinceramente se podia confiar nele e se ele pudesse confiar em mim. Olhámos um no outro, mesmo dentro dos nossos olhos durante uns bons dez minutos, eu perguntei-lhe o que é que via em mim e nos meus olho.
Ele respondeu muito preocupado, com um ar receoso:
- Vejo uma miúda com problemas, esses olhos desiludidos e lacrimejantes... Quando é que é que vão parar de chorar?
- E tu....Eu vejo um rapaz que passou por muito, mas que junto com uma companheira digna do seu coração puro de herói, pode fazer com que esta terraa volte a ser uma terra de bem.
Ao me ver com aquele lindo vestido e toda maquilhada, o Pedro, com um velho fato de treino verde-escuro e jeans mais do que remendadas a calçar uns tennis que teriam tido melhores dias e um cabelo despenteado, ele suspirou com um sorriso e pena do seu mau-aspecto.
Ao sorver mais um pouco do seu nutcracker (o seu batido preferido: nozes com baunilha e polvilhada de framboesa ralada), sorriu, e que sorriso tão colorido quanto um arco-íris depois da tempestade.
- Olha-me para esta merda, Jessica. – Disse ele num tom anedótico. – Estes tennis já foram de primeira qualidade. Até se diz que o capitão dos Tigres da Cyborg Town os ousou...Pelo menos foi o que o meu tio disse.
Eu aborrecida, comi com requinte a colher o meu Sri-Lanka (maracujá, leite de coco e chili ralado), com um olhar desaprovador.
- Por amor de Deus! – Comentei num tom frio. – Não vamos falar de futebol outra vez, pois não, Pedrocas
[1]?
Ele respondeu-me com a mesma moeda, um pouco chateado, fitou-me nos olhos com um ar de compreensão, como se ele soubesse o que eu sofro!
Pousando o batido na mesa, ele pôs o braço por cima dos meus ombros, uma sensação tão boa passou por todo o meu corpo.
Uma sensação quente e afectiva....
- Eu sei, Jessi
[2]. – Disse num tom pensativo. – Mas... É só que não consigo aguentar esse teu karma mau todo!
Ao puxar-me para o seu lado, ele sorriu francamente, e....Algo de mágico começou, os nossos corações começaram a bater muito depressa, e, com um brilho terno naqueles lindos olhos verdes-castanhos, juntou as mãos com as minhas.
Quando sorri também, ele obteu o sinal verde, e disse num tom tão doce e meigo quanto o gelado sua língua:
- Jessica, eu gosto de ti. Tens razão em dizer-me que eu algumas vezes sou mal-educado, rude e que o meu tio não ganha nada como professor. Também devo ter razão quando digo que és uma bruxa convencida, mas nada disso importa. Porque...
- Porquê, Pedrocas? – Perguntei sensualmente e com amor a aproximar os meus lábios dos dele.
Subitamente, ele respondeu meio tomado de sobressalto:
- Porque eu amo-te!
Dito isto, os seus lábios, braços e corpo lançou-se sobre mim como um torpedo cor-de-laranja, e, quando me tocou nos meus, aquele estranho e maravilhoso prazer começou aos poucos a dominar o meu coração e o meu dever. Em breve, não pensava em mais nada a não ser nele....
Agarrei-me nos seus ombros fortes qual pantera negra a capturar por fim sua presa, e, rapidamente, apercebi-me que algo mais mágico do que o lugar onde víviamos estava a acontecer nos nossos corpos.
Os nossos loucos e precipitados corpos ansiavam por estar entrelaçados um no outro, a acariciar e a beijarem-se um ao outro num paraíso feito para dois. Duas lágrimas escapavam-me dos olhos enquanto o beijava, e eu sabia o porquê.
Quem era eu para o estar a beijar...? Os meus lábios são mentirosos e desagradáveis com a minha própria família. A minha família....Eu devo-lhes tanto, e nem sequer penso nisso. Que estará por dentro desta casca de beleza e ilusão...? Seja o que for, não é merecedor daqueles lábios tão puros e sorridentes.
Aqueles maravilhosos momentos nunca mais acabavam, e, enquanto passeávamos num jardim colorido de novas emoções, mais cedo do que esperávamos, estávamos a beber simbolicamente os batidos um do outro. Segundo a tradição atlante, beber a bebida da pessoa amada significa que em breve o seu amor vencerá e extinguirá poderosas Forças do Mal!
Não sei se conseguiremos, mas, o que eu tenho a certeza que os meus lábios eram muito poderosos, para estarmos assim tão agarradinhos. Acho que a sensação que senti naqueles lindos minutos foram remorsos e prazer: um chocolate muito amargo.
Com os batidos, ao menos, conseguimos arrefecer o calor que estava nos nossos corpos, e, depois de termos saboreado a última gota daqueles gelados tão deliciosos, ele ainda humedecendo os lábios, extasiado – deve ter sido o 1º meiríssimo beijo da vida dele, felizmente para mim, não! – quase ofegante, sorriu um pouco aparvalhado e comentou:
- UAU! Para uma bruxa cínica, estás a tornar-te uma menina bastante emocional, sabias amor? – Exclamou ele feliz.
Suspirei, e, quase no típico instinto misterioso da Família von Tifon, respondi, com um cliché que foi de mestre num olhar sinistro:
- Ainda não me conheces o suficiente, Pedrocas... Agora, quanto a esse assunto acerca daquilo que eu te falei no táxi...
Como imaginei, o Pedro sabia muito acerca do Testamento de Neptuno, e contou-me umas coisas muito interessantes.
Por exemplo, disse que este livro com capa de ouro contém certos documentos, documentos que poderiam fazer dum demónio o Senhor de toda a Atlântida!
«Percebes o que eu estou a dizer, Jessi?!» Confessou ele num tom quase com os olhos cheios de ganância. «Esta papelada toda foi redigida em 1900 pelo próprio Neptuno, quando a Europa começara a ficar infestada por males terríveis. Segundo a lenda, aquele que o encontrar e assinar o seu verdadeiro nome na primeira página, será o Rei ou Rainha por direito a toda a Atlântida. Acabaria a SPV; a Serpente de Fogo; a guerra; o sistema de classes....Tudo isso acabaria, graças a uma data de folhas velhas com pó e outras porcarias. Um sonho tornado realidade, hã Jessica? Jessica?»
Mas era em vão acordar-me dos meus sonhos ambiciosos de roubar um pouco da fortuna da herança conseguida graças a esse livrinho insignificante, levar o Pedro comigo e fugir juntamente com ele para uma ilha privada e ficarmos ali para o resto das nossas vidas a fazer doce e verdadeiro amor....!
Isto é, claro, o meu lado mau a imaginar coisas, o meu lado mais perverso e obscuro a imaginar que eu posso manipular tudo e todos. Sabes, aquele lado arrogante e malvado que faz com que as pessoas fiquem com medo de mim. Acho que herdei essa característica arrepiante do meu padrasto. Até me assusto com os meus sujos e negros pensamentos.
E, obviamente, eu, com aquele sorriso mesquinho e nada de confiança e aquelas distracções, o rapaz gritou:
- JESSICA! Terra chama JESSICA!
- Sim?
Mais uma das minhas divagações perdidas no fio à meada, e, depois de me ter acordado, ele, desconfiado, disse, ao pagar a nossa conta:
- Meu.... Para a próxima acho que é melhor irmos a uma pizzaria. – Comentou um pouco preocupado. – Estes batidos devem ter qualquer coisa para tu ficares pedrada de todo!
E pronto, foi o nosso primeiro encontro escaldante e fresquinho ao mesmo tempo....eh, eh, eh. Estou tão contente! Como é que correu o resto do encontro?
Bom, isso deixo ao teu critério, porque...eh, eh, eh...Nós ainda fomos ao cinema, e depois voltei para casa. Mas não foi nada de vulto, apenas uns beijinhos ali, outros acolá...tu sabes...Pronto. Foi assim esse encontro...Ai...
Ao me deixar na chuva, este deu-me um anel de presente, como se fosse pedir-me em casamento. Quem me dera que assim fosse!
Olhando para mim, e mostrando um anel de aço com inscrições estranhas – pareciam mais paus, v’s e x’s do que letras – disse para mim com um ar sério:
- Já que insistes tanto em ir a essa festa de ricaços com a mania que são bons, então, nunca te separes dele.
Com o seu olhar sempre fixo nos dois objectos semelhantes, continuou a falar, qual homem prestes a dizer um discurso importante ao seu povo.
«Não é um anel qualquer, vai-te afastar das influências negativas ou dum destino terrível. Pelo menos foi o meu tio que mo disse. Foi ele próprio que fez estes amuletos contra a magia negra do Mal. Se alguma vez algum canalha dum bruxo tentar picar-te, eu ficarei a saber...»
Dito isto, desapareceu entre as gotas de chuva que agora formavam um painel invisível, seperando-me do meu amor e da sua grande coragem...Deixando-me em cargo das feras!
[1] Nome carinhoso pelo qual eu trato o Pedro
[2] Nome carinhoso pelo qual o Pedro me trata

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ano Novo com a Tifongirl (LoL)


Olá, malta!
Sou eu, a vossa Jessica von Tifon, aquela maravilhosa escritora, tifongirl, a única, a bonita....Bem, já perceberam.
Primeiro de tudo, como nunca me esqueço da família, decidi que todos nós vos desejássemos um Feliz Ano Novo – ou seja – as personagens da história.


Vamos começar pelos mais indesejados e hipócritas, estou a falar da SPV, do Goldtheeth e do Rei dos Bruxos:

'Só espero que gostem do champanhe...'

Capitão-Mor Eddward Goldtheeth (Chefe da Polícia Secreta)

«....Que vivemos mais um ano juntos cheio de paz, querido povo dos Bruxos...»

Kzenah Ivanovitch Ragna Igor Malagheti

Um grande e próspero 2008 para todos, de Sua Majestade, a Serpente de Fogo e da SPV

E agora, para os nossos Cyborgs, Deuses, Fadas e Demónios, que nos enchem esta aventura de felicidade:

De todas as Boas Classes um grande ano, cheio de magia e cor!

Rainha Juliana das Fadas; Chefe Zeus dos Deuses e Representante-Mor do Palácio das Reuniões; a Grande Querida Gueixa Lacrimosa, a Senhora dos Demónios; e do Conde James Dark Sword, chefe da Resistência e criador do Movimento das Forças Cyborgs,ou MFC.

Um voto de felicidades do Pedro Dardo:

Meus e minhas, as rabanadas e a cervejola são por minha conta!


Da família von Tifon, de moi e do Nälden:

A todos um Feliz Ano Novo..................! ;)



Estejam prontos para mais aventuras que em 2008 na Atlântida acerca de espionagem, amor, família e amizade nas Histórias com Nome Próprio*.

* - Dúvidas no Grito da Verdade em http://www.tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/ ou se quiser contactar-me em c.catigirl@gmail.com

domingo, 23 de dezembro de 2007

Duas caras numa Bruxa (Parte II)

Tinha de ceder à cruel e irónica verdade: a maldade e luxúria estavam-me nos genes da família. Finalmente ia ter o que todas as raparigas tinham: um namorado, e jamais, jamais, iam gozar por eu ser uma fria e “bruxa feia com cara de centopeia” como faziam quando andava na escola. Pré-primária, 1º ciclo, 2ºciclo, 3º....Todos os anos era sempre a mesma coisa. Por causa dos meus poderes ainda estarem a se desenvolver, eu não os conseguia controlar, nem fazia a mínima ideia do que era.
Mas agora sei o que sou, e nada nem ninguém me impedirá para ter o meu final feliz com o meu princípe encantado.
Ao pensar nestas coisas, ri-me alto a bom rir, e comentei, quando deixei os portões abertos da minha casa atrás de mim:
- Que tolo que o Nälden foi.....
Mal ia dizer outra coisa, uma voz, tão arrepiante e frígida como uma assombração vinda do Além, deu uma estridente gargalhada com sotaque alemão:
- A única tola que vejo aqui é a menina, Fräulein Jessica!
Quando me virei assustada e amarela para o já distante Château e tentei abrir, de sobressalto os portões, reparei que estavam fechados à chave...!
Suspirei aliviada, provavelmente fora o estúpido do Nälden a pregar-me mais uma das suas graçolas idiotas. Seria...?
Com os meus feitiços e poções preparados caso o Diabo viesse a tecê-las, olhei para todos os lados com um semblante de bravura.
Quem quer que fosse aquela pessoa, teria de lidar comigo, sim! Porque eu sou muito corajosa quando é preciso....
Meio nervosa, meio com um pouco de coragem, com a carne fria e pálida, retirei da minha cintura, escondida, uma adaga mágica letal e empunhei-a, a observar atentamente apenas a silenciosa e calma noite de Inverno, com o meu casaco de pele azul-escuro de urso super quente.
Subitamente, ouviram-se risadas fininhas e atrevidas de três mulheres, meio a chorar, meio pérfidas perto da fonte onde as três amantes do meu tetrabisavô (Aiuki, Aokai, e Auni) tinham sido mortas.
- Quem....Quem...Quem está aí? – Perguntei com grande receio. – Fantasmas das minhas tetrabisavós, sois vós que fizestes a imitação da voz do meu padrasto?
Tal como eu previ, as três tétricas raparigas orientais da minha idade com robes brancos e quase não se vendo os pés, apareceram, com um vento gelado muito forte.
Sorrindo para mim, elas, em vez de me assustarem, ajoelharam-se respeitosamente, rodeando-me.
- Linda filha nossa, trataste-nos como se fôssemos da família – Disse Aiuki, a mais velha, de dezoito anos. – Por isso, não te faremos mal....
- Pelo contrário! – Continuou Aokai, de dezasseis – De facto, até te ajudaremos para conquistar o amor da tua vida....
- Como sabemos que o Amor e o Bem são as únicas coisas que podem vencer a Morte e o Mal..... – Concluiu Auni, de apenas dez anos.
Interrompendo-as, e, mais calma, mas com muito frio, com a presença fantasmagórica das almas penadas, tentei um pequeno sorriso e murmurei baixo:
- Sim, sim! Minhas queridas e sábias avós, sei! Porém, foram vocês que fizeram aquilo?
As três fantasmas ficaram de pé a olhar para mim, com um olhar vazio e disseram em conjunto nas vozes lacrimosas e soluçantes:
- O quê, filha nossa? Não! Não fomos nós! Realmente, pressentimos há poucos instantes uma alma negra a invocar uma magia infernal, um inimigo antigo de Neptuno, mas nada mais te poderemos revelar, querida filha....
Com isto, desapareceram numa neblina espessa para nunca mais voltar....Deviam ter ido para o local onde os seus restos mortais jazem, ou seja, aquela fonte perto da nossa casa.
Se não tinham sido elas, então quem seria...? Talvez outra vez o meu padrasto....oh não....!
Com aquilo tudo, quase me esquecia que o táxi de Pedro já estava a chegar, e, mal tive tempo de pensar naquelas coisas más todas, quando escutei uma buzinadela que me acordou daqueles lugúbres e sinistros pesadelos.
Para o meu agrado, ele gritou, num tom alegre e ingénuo:
- Vá lá, Jessica! Vais ficar aí parada a noite inteira?
Ainda chocada e pálida por ver com os meus olhos as fantasmas das amantes do meu tetrabisavô, tentei responder num tom que considerava normal:
- Está bem, já vou! Não tenhas pressa.
Assim, apressei-me para entrar no assento de trás, mesmo ao lado do meu querido amigo, e antes de o motorista cyborg pregar a fundo para saírmos daquele sítio horrível, fiz o sinal da cruz, muito preocupada, com medo de aquelas jovens amaldiçoadas voltarem outra vez....Pior, que a voz do meu Padrasto me voltasse a assombrar!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Duas caras numa Bruxa.... (Parte I)


O Spiegel, exausto e com o pelo eriçado por causa do nosso dito passeio à Floresta de Cristal, estava a dormir, enroscado na carpete, uma bela sesta infinita. Sortudo.
Não tem o horário preenchido, como eu, por exemplo. O burro do Hans estava a estudar enquanto ouvia música rock-metal no leitor de mp3. E
Será possível eles serem mais arrepiantes e lugúbres que o costume? Não me apetece responder, dá-me um calafrio só de pensar nisso! Quanto ao Tio Seth, estava, todo entretido a ler uma revista dedicado a cartoons internacionais, e, apesar de me considerar deslumbrante no lindo conjunto formal que envergava, ninguém me notava, com as minhas unhas deliberadamente envernizadas de azul-cinza escuro e polvilhadas de pequeno pó prateado verdadeiro calçadas numas suaves luvas de seda pretas para mulher postos de forma provocadora nos meus lábios carnudos vermelhos a brilharem como sensuais diamantes fazia com qualquer homem ficasse paralisado a olhar todo babado para aquele decote desde que descobria desde a ponta dos ombros até quase a chegar ao centro do peito do disfarce da bruxa linda e superficial que cobria a adolescente insegura e tímida. Aquilo é que eram garra de gatinha, mas, por dentro, achava que estaria a exagerar por uma simples saída de noite para beber um batido super gelado sozinha com um dos meus amigos.
Cmo é que ele reagiria...? «Será que valerá a pena? Já tive tantos amigos especiais, muito melhores e mais sexys que o Pedro, para quê ralar-me com mais um cromo de caderneta santinho como ele...?» Eu sabia que, em tempos, por causa da incrível cegueira do meu avô, eu tinha sido uma menina muito, muito, muito marota.
Já tive montes de namorados, e todos eles concluíram que eu era como uma bomba relógio que nunca se sabe quando vai explodir e deixar fragmentos de corações despedaçados por todos os lados. E isso é mais um dos lados trágicos da minha história, nenhum homem que me conhece amorosamente não fica com alguma marca ou lição para contar aos seus netos quando for velho. Confesso que nessa noite tinha (e ainda tenho) um medo de assustar o Pedro com as minhas.....Digamos loucuras.
Só rezava a Deus que – desta vez – não ficasse a ver navios à noite com um enorme desgosto no meu pobre coraçãozinho!
Subitamente, abanei a cabeça e ri-me do drama que estava a fazer, apercebendo-me do quão pessimistas aqueles pensamentos eram.
«Que estúpida!» Pensei eu para os meus botões. «Eu estou uma brasa com este vestido novo e ainda me lamento? Acorda, Jessica Magnetite von Tifon: aquele menino está na tua palma da mãozinha. Sim, ele, a partir desta noite, só vai ter olhos para mim....»
Andava toda contente e confiante em mim própria, mergulhada nos meus pensamentos glamorosos e cheios de estilo, quando um ser irritante e com miolos de galinha me intrepelou.
Acordei para a realidade, e vi o estafermo do adido do meu primo a fechar a porta fortemente, quase como já soubesse o que eu pretendia fazer.
Sorrindo com ar de pateta, ele perguntou num tom afeminado:
- Fräulein Jessica! Para onde é que vai assim toda Luís XVI?
Eu, com a mostarda a subir ao nariz – já ia chegar atrasada ao meu primeiro encontro com o Pedrinho por causa daquele palerma – pus os braços suaves cruzados, e, com o sapato de salto alto direito azul-marinho de pele a bater impacientemente na mármore polida, olhei-o com ódio.
- É que deves ter muito a ver com o que eu faço ou deixo de fazer, Nälden. – Comentei sarcasticamente. – Porque é que não vais procurar o pequenino e oco amendoim que é o teu cérebro e deixa-me em paz, sim?
Mas o teimoso e idiota rapaz de vinte e dois anos estava “pregado” à porta, nada (infelizmente) o faria sair dali.
Apenas ficou ali, de nariz empinado e com os calcanhares juntos qual sentinela duma fortaleza a defender a morada do seu senhor.
Com a espingarda dum lado e de braços caídos, baixou-se à minha insignificante altura de um metro e sessenta e cinco, com um sorriso, orgulhoso por me enfrentar, disse num tom pedante:
- Só por foi mal-educada comigo, agora é que não saio mesmo daqui!
A essa resposta, levantei bem alto a perna bonita e magra debaixo do meu vestido índigo sem alças justo a realçar as minhas ancas e seios, justamente à altura que ele estava, num grande equilíbrio e calma com um sorriso sádico e nervoso.
Oh, que mania! Temos logo de preparar as nossas armas secretas e pesadas com tipos como o Nälden. Como ele não se interessa por mulheres, só mesmo uma coisa muito sensual e picante é que o faz obedecer às minhas ordens.
O tenente, menos corajoso do que há minutos atrás, engoliu em seco, e, continuando em sentido, corou um pouco.
Mesmo assim, não se deixou intimidar pelo meu escandaloso vestido e permaneceu tão duro quanto uma pedra.
Mexi pacientemente nos pequenos símbolos e amuletos atlantes afrodísiacos de diamantes e prata que trazia no pescoço e suspirei satisfeita. Já estava à espera que ele fosse um osso duro de roer, afinal, os bruxos Alemães e os da SPV são treinados para resistirem especialmente às tentativas de sedução das agentes femeninas da Resistência e tornarem-se em homens implacáveis e sem coração. Porém, decerto que haveria uma maneira de o convencer a me deixar passar.
Actualmente, não me orgulho das minhas qualidades obscuras de induzir os homens a fazerem o que eu quero, mas, quando se trata do meu verdadeiro e único amor, não há nada que eu faça para obtê-lo.
Olhando para o solene e severo Nälden, mais quieto e silencioso do que um soldado lá da Guarda Real do Palácio de Buckingham, fiz um beicinho falso e, numa voz de bebé, implorei:
- Ò Otti...Tu és o único....único....amiguinho que me compreende....Serias capaz de não fazer um favorzinho à tua melhor amiguinha? Deixa-me passar.
Respirando bem fundo, ele continuou a ignorar-me friamente durante uns minutos, sem nunca demonstrar nem um só sinal de fraqueza carnal.
No entanto, por receio ou por talvez impaciência, ele abriu calmamente as portas, muito chateado, já a imaginar a descompostura que apanharia quando se soubesse que eu tinha ido a lado desconhecido à socapa.
Antes de eu fechar tranquilamente as portas, ainda se olhou para baixo, e lançou um olhar de pedra.
- Pronto! Pronto! Pronto! – Exclamou Nälden, com dores de cabeça. – A menina ganhou desta vez, mas não se esqueça: um dia encontrará alguém tão cruel e insensível como a Fräulein, e quando isso acontecer, já não vai rir-se num tom jovial....
Só para contrariar o seu aviso e para este não ter a última palavra, sorri em frente para o insinuoso tenente.
- Ah! – Ri-me. – Sempre queria ver isso....Não, Nälden, até te pagava para ver esse filme rasca.
Dizendo isto, fechei violentamente a porta na cara do estúpido e desatei a rir-me cada vez mais alto ao ponto das risadas trocistas se tornarem em gargalhadas maléficas, tal e qual uma bruxa malvada ao andar em direcção aos portões muito contente.